Valmir cobra segurança a famílias acampadas em Arraial d’Ajuda; homem foi baleado e mulher agredida

Um homem foi baleado e uma mulher ficou ferida após atos de violência contra famílias de acampados na zona rural do município de Porto Seguro, no sul da Bahia. A denúncia foi parar no Congresso Nacional via mandato do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) após nota de repúdio da Central de Associações das Comunidades Tradicionais, da Agricultura Familiar e Campesina da Bahia (Cecaf-BA). Nesta quarta-feira (27), o parlamentar petista cobrou segurança para as famílias de ‘Arraial Vila da Vitória’, em Arraial d’Ajuda, e chamou a atenção para a informação dos denunciantes da participação de membros da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Por isso, o assunto foi parar de forma formal na Casa Civil do governo estadual.

“Pessoas perderam tudo que tinham, após ataques. Segundo as informações dos reclamantes, um policial militar sem farda, que faz segurança na região, chegou a agredir uma senhora de 55 anos, com registro de ocorrência na corregedoria. O pedido é de paz até que aconteça o processo de discriminatória do governo. Já houve uma reintegração de posse, essa é outra área. Então, as pessoas precisam ter a garantia que vão sair para trabalhar e voltar para seu tento. As casas estão sendo invadidas e destruídas. Isso é um absurdo, vamos atuar para que isso tenha uma resposta urgente das autoridades competentes”, frisa Valmir em posse do documento de denúncia das famílias entregue ao presidente da Cecaf, Weldes Queiroz. Vídeos divulgados pelas famílias mostram a situação.

O dirigente da central explica que aconteceu uma reintegração de posse da área em disputa judicial, conhecida como ‘Sítio Pitinga’, e as famílias passaram para outro terreno ao lado da fazenda. “Após essa mudança, cinco homens armados invadiram o local e atiraram, ferindo um homem. O local é área devoluta e já está em processo de reconhecimento da Coordenação de Desenvolvimento Agrária [CDA] em 2020. Após isso, a área vem sofrendo ataques, como quebra de barracos, corte indevido de energia e destruição de plantação. Os denunciantes apontam que funcionários da empresa Delta Incorporadora então construindo um muro para além do ‘Sítio Pitinga’, aproximando-se cada vez mais, das áreas ocupadas pela associação”.

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