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“Bahia registra quase 40 mil baleados, mais de R$ 69 milhões em custos ao SUS”, diz Capitão Alden

Deputado federal faz alerta que o estado lidera no índice violência no país

A Bahia enfrenta uma das mais graves crises de segurança pública do Brasil. Além de liderar os rankings nacionais de mortes violentas nos últimos anos, o estado convive com outro dado alarmante e pouco debatido: o número crescente de pessoas baleadas que sobrevivem, mas ficam com sequelas graves e permanentes.

Dados oficiais do Ministério da Saúde, obtidos por meio de solicitação do deputado federal Capitão Alden (PL-BA), revelam que 39.457 pessoas foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia por ferimentos provocados por arma de fogo entre 2007 e abril de 2025, gerando um custo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos. Os dados contemplam atendimentos hospitalares e ambulatoriais registrados nos sistemas oficiais do SUS.

O cenário ocorre justamente em um estado que voltou a liderar os índices nacionais de violência. Em 2025, a Bahia registrou aproximadamente 3,9 mil mortes violentas, ocupando novamente a primeira colocação em números absolutos no Brasil. Paralelamente, a violência armada segue fazendo parte da rotina da população. Apenas em 2025, Salvador registrou 1.104 tiroteios, reforçando o ambiente de medo, tensão e domínio territorial de facções criminosas. Para o parlamentar, os números mostram apenas uma parte do problema.

“Mas eu vou dizer uma coisa: esse valor é muito maior na prática. Porque a tabela do SUS não mostra a dor de uma mãe que vê o filho paraplégico. Não mostra o trabalhador que nunca mais consegue andar. Não mostra a criança traumatizada pelo resto da vida. Não mostra a família que perde sua renda porque alguém ficou incapacitado”, afirmou Capitão Alden.

Segundo o Capitão Alden, Vice-Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, quando a bala não mata as consequências continuam devastadoras.

“Quando a bala não mata, ela deixa sequelas graves: paralisia, amputação, danos neurológicos, deficiência permanente e trauma psicológico. Estamos falando de milhares de pessoas que sobrevivem, mas têm suas vidas completamente transformadas. E tudo isso acontece em um estado tomado pelo medo”, afirma Alden.

O político alerta que existe uma “epidemia silenciosa” de vítimas da violência que não entram nas estatísticas de homicídio, mas seguem sofrendo diariamente os efeitos do crime.

“A Bahia vive uma epidemia silenciosa de vítimas da violência. O problema é que muitos governantes olham apenas para quem morreu. Mas quem sobrevive baleado também paga um preço altíssimo físico, emocional e financeiro”, pontua Alden.

Para Capitão Alden, a sociedade precisa encarar a realidade sem maquiagem estatística. “A pergunta é simples: até quando a Bahia vai continuar liderando estatísticas da violência enquanto tentam convencer a população de que está tudo melhorando? Segurança pública não é propaganda. O povo quer resultado, quer viver sem medo e quer voltar a ter liberdade para circular sem receio de virar estatística”, conclui Alden.

Foto: Divulgação 

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