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ATÉ QUANDO O HOSPITAL DA PESSOA IDOSA E DO DEFICIENTE FÍSICO SERÁ REALIDADE?

À Imprensa e à Sociedade Brasileira!

Eu, Alderico Sena, alertei “Envelhecimento populacional no novo século, um desafio a ser debatido pela sociedade.” publicado no Jornal Tribuna da Bahia, edição de 16 de setembro de 2011. A questão do envelhecimento é uma realidade em nosso País.”

Hoje não trago um discurso. Trago um grito — um grito por aqueles que não são ouvidos.

Pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Cidadãos que já cumpriram seus deveres com o Estado e com o país.
Hoje, restam-lhes direitos — mas vivem esquecidos.

Recentemente, ao tomar conhecimento de matéria publicada no Jornal A TARDE sobre a entrega de um hospital no valor de R$ 43 milhões, torna-se inevitável uma reflexão séria e necessária.

Há mais de uma década, tramita formalmente uma reivindicação para a construção de um hospital voltado às pessoas idosas e às pessoas com deficiência no Estado da Bahia.

Não se trata de uma ideia recente ou informal.

Essa proposta foi oficialmente apresentada em 2011, por meio do Ofício nº 002, encaminhado à Governadoria do Estado. Posteriormente, foi reforçada em 2013, através do Ofício nº 001 junto à Prefeitura de Salvador, com documentação devidamente protocolada.

E o que aconteceu desde então?

Nada.

Enquanto isso, a realidade se impõe de forma cruel:
idosos cancelam planos de saúde devido aos reajustes abusivos e tornam-se cada vez mais vulneráveis, inclusive diante de instituições financeiras.

O sofrimento continua.
A espera continua.
E o silêncio do poder público… também.

É preciso perguntar:

Quantas vidas ainda vão esperar?
Quantas?

O nome do hospital proposto por mim, “Santa Dulce dos Pobres”, consta no Ofício recebido de nº 011279601/2019 GABGOV/CHEGAB/SEDOC.

Mas, na prática, o que existe é ausência.

Isso não é política pública.
Isso é abandono.

Não se trata de um pedido — trata-se de uma denúncia.

A dignidade não pode ser adiada.

A própria Constituição Federal é clara, em seu Artigo 230:
“A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.”

Diante disso, não há mais espaço para omissão.

O idoso e a pessoa com deficiência não podem mais esperar.

Lembrando que: Todos, jovens têm dentro de si o idoso de amanhã.

Se essa mensagem faz sentido, compartilhe com amigos e familiares.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Ex-Presidente do MAPI – Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Bahia e Vice Nacional – site:aldericosena.com

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