Muito do que nos leva ao sofrimento é o analfabetismo político

O povo e sua responsabilidade. Sem o exercício da cidadania, não salvaremos o Brasil. A única coisa que mete medo a governo é a participação do povo com ações concretas na defesa dos interesses comuns.
No dia em que os três Poderes constitucionais do país — Executivo, Legislativo e Judiciário — forem plenamente independentes entre si e atuarem de forma harmônica no combate à burocracia, à corrupção, à impunidade e à violência, cumprindo e preservando a Constituição, teremos um país mais justo e digno para seus cidadãos.
Nesse cenário, sobrarão recursos para áreas essenciais como educação — base de tudo —, saúde, cultura, segurança, infraestrutura, geração de empregos, melhor distribuição de renda e crescimento econômico sustentável.
Os males do Brasil:
o sistema, a falta de investimento em educação e consciência política, a escassez de líderes, o enfraquecimento dos poderes, os escândalos recorrentes e, sobretudo, as escolhas do próprio povo.
Se a Constituição fosse plenamente respeitada, o Brasil seria outro país.
Por que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, insiste em pautar o Código de Ética na mais alta Corte do Judiciário?
A sociedade tem o dever moral de apoiar essa medida, se deseja que o Art. 37 da Constituição Federal — que estabelece os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência — seja efetivamente cumprido.
O que vemos, na prática, é o oposto.
Leis como:
Lei nº 4.320/1964 (finanças públicas);
Decreto-Lei nº 200/1967 (organização administrativa);
Lei de Licitações nº 14.133/2021;
Lei de Responsabilidade Fiscal nº 101/2000;
existem para garantir ordem e transparência, mas são, repetidamente, ignoradas ou manipuladas.
O histórico de corrupção no Brasil é alarmante.
Bilhões de recursos públicos foram desviados ao longo de décadas — valores que poderiam ter sido investidos em escolas, creches, hospitais, infraestrutura, segurança e qualidade de vida para a população.
Enquanto isso, privilégios se acumulam.
Benefícios são concentrados em poucos, enquanto professores, pesquisadores e trabalhadores lutam para sobreviver com o mínimo.
E onde fica o princípio constitucional do Art. 5º, de que “todos são iguais perante a lei”?
O sistema político também impõe barreiras.
Muitas vezes, governantes eleitos não conseguem governar plenamente sem ceder a pressões e interesses dentro do próprio Legislativo.
A política, que deveria servir ao povo, acaba servindo a acordos.
Agora, reflita:
Por que países como a China avançaram tão rapidamente?
Planejamento, foco, disciplina e execução.
E o Brasil?
Tem potencial — mas falta exercício de cidadania e consciência política.
A verdade é dura:
A escassez de líderes, o enfraquecimento das instituições e a falta de investimento em educação são fatores determinantes para a banalização dos valores morais.
Mudar dói. Permanecer como está também dói.
A diferença é que a mudança constrói. A omissão destrói.
Quando o eleitor troca o voto por um favor pessoal, elege um candidato despreparado ou corrupto e prejudica milhões de brasileiros — inclusive a si próprio e sua família.
Como alertou Bertolt Brecht:
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que o custo de vida, o preço dos alimentos, do aluguel e dos remédios dependem das decisões políticas.”
E como ensinou Rui Barbosa:
“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”
Eleitor brasileiro, o momento é seu.
Valorize seu voto. Valorize a si mesmo.
Lembre-se: nem todos os políticos são iguais.
Pesquise a história do candidato antes de decidir.
Quem quer respeito, se respeita.
O Brasil que teremos amanhã começa na escolha que fazemos hoje.
Seja a mudança.
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Converse com sua família e amigos.
Reflita antes de votar.
Reflita antes de votar.
“Povo unido jamais será vencido.”
Para reconstruir o Brasil que queremos para os filhos dos nossos filhos e netos.
Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – site: aldericosena.com
