ALBA relembra 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás com ato do MST e homenagens às vítimas

“Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão especial em alusão ao Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996”. A frase, dita pela deputada Fátima Nunes (PT), marcou a abertura da cerimônia realizada na Assembleia Legislativa da Bahia nesta sexta-feira (17), data que relembra os 30 anos da morte de 21 trabalhadores rurais em ação da Polícia Militar do Pará. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de diversas regiões da Bahia ocuparam o prédio desde o início da manhã, com bandeiras, cruzes e encenações em memória das vítimas.
Durante a sessão, realizada no plenário da Casa, o ato reuniu manifestações políticas e culturais. Ao som de “Funeral de um Lavrador”, de Chico Buarque, participantes entraram carregando caixões simbólicos com os nomes dos নিহত no episódio. Após a exibição de depoimentos de sobreviventes, o público entoou o hino do MST. Em discurso, Fátima Nunes afirmou que a Assembleia “ouve hoje as dores e a esperança” do movimento e destacou que, apesar da violência, a luta por reforma agrária segue viva.
Representantes de órgãos públicos e lideranças políticas também participaram do encontro, reforçando apoio às pautas do movimento e anunciando medidas ligadas à regularização fundiária no estado. Parlamentares e integrantes do MST classificaram o episódio de 1996 como um marco de violência no campo, mas também como símbolo de resistência. Ao final, mensagens exibidas no plenário reforçaram o tom do ato: três décadas depois, a memória do massacre segue associada à continuidade da luta por terra e direitos no Brasil.
