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Projeto fortalece ensino sobre povos indígenas na formação de professores da rede municipal de Jacobina

10ª edição do “Era Uma Vez…Brasil” aposta na educação crítica e leva participantes a intercâmbio internacional

Uma década formando olhares mais críticos sobre a real história do povo brasileiro. É com esse marco que o projeto “Era Uma Vez…Brasil” inicia sua 10ª edição em 2026, reforçando o compromisso com a valorização das contribuições indígenas e afro-brasileiras na construção do país e incentivando práticas pedagógicas mais questionadoras e inclusivas em sala de aula.

Projeto de arte-educação voltado para estudantes e professores do oitavo ano, há dez anos a iniciativa reconta a História do Brasil para além do que está posto nos livros didáticos tradicionais em escolas públicas brasileiras.

Este ano, na Bahia, o projeto iniciou suas atividades agora, nos meses de março e abril, mobilizando professores da rede pública das cidades de Salvador, Camaçari, Mata de São João e Jacobina. Pelo segundo ano, o projeto trabalha o recorte temático “Quem conta a nossa história? A participação indígena e afro-brasileira na formação do Brasil”.

Primeira de quatro fases do projeto, a etapa “Fatos Históricos” promove encontros que preparam os educadores para desenvolver, junto aos estudantes, um percurso pedagógico que articula história, arte e identidade e culmina em um intercâmbio cultural em Portugal.

*CICLO FORMATIVO*
Abrindo o ciclo formativo, o encontro “Trajetórias e contextos: perspectiva geral de abordagem” foi conduzido pela professora e pesquisadora Sheyla Trapiá, que apresentou ferramentas para conectar narrativas individuais aos processos históricos do Brasil, com ênfase nas trajetórias de pessoas negras e indígenas e suas múltiplas contribuições sociais, políticas, econômicas e culturais.

A programação seguiu com a formação “A Ciênca, os corpos negros e o Brasil”, com a formadora Daiane Santana, que abordará as contribuições científicas da população negra brasileira, com foco em áreas como medicina, engenharias e pesquisa. No terceiro encontro, o quadrinista Darwin Bagdeve conduziu o encontro “Sensibilização e técnica de história em quadrinhos”, que falou sobre o surgimento dos quadrinhos, destacando sua importância e riqueza, tendo como objetivo apresentar nuances do desenho e as principais técnicas de construção de uma história em quadrinhos.

*NARRATIVAS INDÍGENAS *
Outros quatro encontros ainda serão realizados até maio integrando a formação, entre eles, “Sensibilização e técnica de história em quadrinhos”, “Qual a cor da arte brasileira?”, “As ciências, os corpos negros e o Brasil”, e “Pindorama e Brasil: o legado de lutas e resistências indígenas”. O percurso propõe uma imersão crítica e multidisciplinar, conectando história, cultura, ciência e arte, e oferecendo aos docentes ferramentas práticas para transformar o aprendizado em sala de aula.

O projeto tem inscrições abertas para professores até o dia 20 de abril, e para os estudantes até 9 de maio. O edital completo e as informações estão disponíveis no site www.eraumavezbrasil.com.br.

*EDIÇÃO COMEMORATIVA*
Ao completar dez anos, o “Era Uma Vez…Brasil” consolida seu impacto na educação pública brasileira, mobilizando milhares de estudantes e professores em diferentes estados brasileiros. Em 2026, o projeto acontece simultaneamente em nove cidades de três estados: Salvador, Mata de São João, Camaçari e Jacobina, na Bahia; Recife e Belo Jardim, em Pernambuco; e Ribeirão Preto, Serrana e Brodowski, em São Paulo. O projeto é realizado pelo Ministério Cultura, Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com o patrocínio do Grupo Moura, Rodonaves e Jacobina Mineradora. A produção é da Origem Produções.

Foto: Divulgação 

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