Robinson Almeida critica prefeitura e diz que MP desmascarou “privatização disfarçada” da educação em Salvador
O inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF), que levou a Prefeitura de Salvador a anular matrículas do programa “Pé na Escola”, “desmascarou” uma tentativa de privatização da educação pública na capital baiana. A avaliação é do deputado estadual Robinson Almeida (PT), membro da Comissão de Educação e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Segundo o parlamentar, o episódio confirma críticas da oposição de que a gestão municipal tem recorrido a convênios com instituições privadas por não conseguir garantir vagas suficientes na rede pública.
“A decisão do Ministério Público desmascarou a tentativa da prefeitura de privatizar o ensino público municipal e comprova o que denunciamos há muito tempo: falta planejamento, falta compromisso e sobra improviso”, afirmou.
Robinson defendeu que a prefeitura priorize investimentos na construção de creches, ampliação de escolas municipais, oferta de ensino em tempo integral, alimentação escolar de qualidade e melhoria da estrutura das unidades.
“Salvador precisa fortalecer a escola pública municipal, mas a prefeitura prefere terceirizar responsabilidades e enfraquecer a rede própria”, completou.
O deputado também apontou a educação infantil como um dos principais gargalos da cidade, citando déficit de vagas em creches e pré-escolas. Ele ainda criticou a carência de Assistentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs), profissionais considerados essenciais no atendimento às crianças.
“Não existe educação infantil de qualidade sem equipe completa. Faltam ADIs, faltam professores, faltam unidades adequadas e falta compromisso das gestões do União Brasil com as crianças e com as famílias de Salvador”, enfatizou.
Para Robinson Almeida, o programa “Pé na Escola” revela a falta de investimentos na expansão da rede municipal e a transferência de recursos públicos para unidades privadas.
“Salvador precisa investir e fortalecer sua própria rede, garantindo vagas com qualidade e segurança para as famílias e seus filhos na rede pública de ensino. Não promover uma privatização mascarada”, opinou.
