Taurino Araújo lamenta falecimento do professor Josevandro Nascimento

Conheci o advogado, professor, jornalista e imortal Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento há exatos quarenta anos, em 1986, quando tive a honra de ser seu aluno na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), no efervescente e esperançoso período da redemocratização brasileira, às vésperas da instalação da Assembleia Nacional Constituinte.
Desde aqueles primeiros contatos com ele e com o Direito, aprendi a admirar não apenas seu sólido conhecimento jurídico, mas também sua vocação para o magistério, sua dedicação à cultura e a elegância com que tratava as pessoas e refletia sobre os grandes temas do engajamento público e da Civilização Brasileira, influência que, anos mais tarde, encontraria expressão em minhas investigações e na formulação da Hermenêutica da Desigualdade.
Homem de entusiasmo, carisma, reconhecida cultura, notável saber jurídico e permanente compromisso com a formação de novas gerações, Josevandro exerceu com distinção a Presidência da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), ocupando a Cadeira nº 14.
Sua atuação como professor e coordenador da UESC — da qual sou egresso e em cuja estadualização participamos ativamente, período que também marcou um dos capítulos mais significativos de minha formação cívica, posteriormente reconhecido pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, ao me conferir, em 2013, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira (CBJM) —, da FTC e da Faculdade Madre Thaís marcou profundamente a comunidade acadêmica do sul da Bahia, deixando um legado que permanecerá vivo na memória de seus alunos, colegas, admiradores, amigos e irmãos maçons.
Na Maçonaria, como membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Vigilância e Resistência nº 70, da Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia, distinguiu-se pela retidão de caráter, pelo espírito fraterno e pela fidelidade aos elevados princípios da Ordem, tornando-se exemplo de ética, justiça e serviço à sociedade.
Neste momento de despedida, Soraya e eu nos solidarizamos com seus familiares, amigos, alunos, irmãos maçons e confrades das Academias, rogando ao Grande Arquiteto do Universo que o receba no Oriente Eterno e conceda serenidade, força e conforto a todos os que sofrem com sua partida.
