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ENTREVISTA: “Eu tenho régua em casa” favorito à imortalidade, Taurino Araújo avalia candidatura à Academia Brasileira de Letras

Taurino Araújo, poeta, jurista e artista visual baiano, disputa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.

O poeta, jurista e artista visual baiano Taurino Araújo afirmou, em entrevista ao portal Notícia Livre, que quer ocupar a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) para “trabalhar pelas Letras do Brasil”. Na disputa pela sucessão de Zuenir Ventura, o escritor defendeu sua trajetória em diferentes áreas e disse se considerar o nome mais adequado para a vaga.

Na conversa, Taurino também falou sobre as referências que marcaram sua formação, os 40 anos de produção reunidos no livro “A caturna e outros poemas” e a análise do professor Willis Santiago Guerra Filho, da Unirio, que identificou uma linguagem própria em sua poesia. Entre comentários sobre literatura e declarações de confiança na candidatura, resumiu sua atuação: “Sou um executivo das artes”.

NL- O que representa para o senhor a disputa pela cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras?

T.A.–É uma felicidade enorme conduzir a campanha mais organizada de toda a história da Academia, nos ombros de uma multitrajetória grandiosa que se identifica absolutamente com Porto-Alegre, Ariano e Zuenir. “Depois de Ariano, é Taurino”.

NL – Sua produção transita entre poesia, Direito, ensaio, crítica literária e artes visuais. Em que momento essas diferentes expressões passaram a dialogar na sua vida?
T.A. – Modelei desde criança polímatas gigantescos e raros como Ruy Barbosa e Afrânio Peixoto, estudo de Aleilton Fonseca em festejada palestra na própria ABL.

NL – O professor Willis Santiago Guerra Filho identificou em sua obra uma espécie de “língua de Taurino Araújo” …

T.A.–Ter a obra analisada por um gigante insuperável como Willis, doutor em Direito, Filosofia, Comunicação e Semiótica e Psicologia Social e Política é uma honra inexcedível. Ele identifica uma gramática em minha poética na qual até o impossível adquire potência avassaladora.

NL – Seu livro A caturna e outros poemas reúne quatro décadas de produção literária. O que mudou no Taurino poeta ao longo desses 40 anos?

T.A.Como diria Cyro de Mattos, a literatura é transformadora. A gente passa a se parecer cada vez mais com aquilo que escreve. A Caturna é um poema monumental, atesta Nelson Cerqueira, e eu um monumento vivo da Língua Portuguesa. Além de ser genial, “eu não sento no pudim”.

T.A. Sou um executivo das artes. Quero a Cadeira 32 para trabalhar pelas Letras do Brasil.

NL  A sucessão de Zuenir Ventura reúne ao todo 17 candidatos. O que diferencia sua candidatura e qual contribuição pretende oferecer à Academia?

T.A. Assim você me aperta. Eu tenho régua em casa. Sou indiscutivelmente o nome mais adequado. Quem tem juízo o afirma, propaga e assina embaixo.

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