Jerônimo defende parceria com prefeitos e critica legado de ACM Neto na saúde

Jerônimo Rodrigues rebateu nesta terça-feira (28), em entrevista à Rádio Baiana FM, as críticas da oposição à saúde pública baiana e afirmou que o Governo do Estado ampliou a rede hospitalar enquanto Salvador, administrada pelo grupo político de ACM Neto, segue com deficiências na atenção básica e na estrutura municipal. O governador também criticou a proposta de criação do “PIC Saúde”, defendendo que a iniciativa transfere para a rede privada problemas que deveriam ser solucionados pelo sistema público.
Ao comparar as gestões, Jerônimo questionou a estrutura de saúde da capital, citando a insuficiência de unidades básicas de saúde (UBSs) e UPAs em bairros populosos, como Cajazeiras. Segundo ele, antes de apresentar propostas para a Bahia, ACM Neto deveria responder pelos resultados obtidos em Salvador durante seus oito anos como prefeito.
O governador afirmou que grandes cidades administradas pelo União Brasil, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, ainda não contam com hospitais municipais suficientes para atender à população. Ele ressaltou que o Estado tem oferecido apoio financeiro e técnico para viabilizar esses equipamentos, independentemente de diferenças políticas entre os gestores.
Jerônimo destacou que já propôs parcerias às prefeituras de Feira de Santana e Vitória da Conquista para a construção de hospitais municipais e reafirmou que “saúde não tem partido”. Também lembrou que o governo estadual segue investindo em policlínicas e outras unidades especializadas em parceria com o governo federal.
Ao defender os resultados da gestão, o governador citou a entrega de 15 novos hospitais em três anos e meio, além de obras em andamento em municípios como Serrinha, Itapetinga, Paulo Afonso, Valença e Gandu. Segundo ele, os investimentos ampliam a capacidade de atendimento da rede estadual, mas precisam ser acompanhados pelo fortalecimento da atenção básica, responsabilidade compartilhada com os municípios.
Para Jerônimo, uma rede de atenção básica eficiente evita que doenças simples evoluam para quadros graves. Como exemplo, ele citou a diabetes, que, quando acompanhada desde cedo nas UBSs, reduz o risco de complicações como amputações e a necessidade de procedimentos de alta complexidade. Por isso, defendeu que Estado e prefeituras atuem de forma integrada para melhorar a assistência à população.
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