Respeitar a pessoa idosa é respeitar o próprio futuro.
Todos têm dentro de si o idoso de amanhã.
Os brasileiros estão vivendo mais, mas ainda enfrentam dificuldades no caminho para uma longevidade com mais saúde e qualidade de vida.
Por isso, faço uma pergunta aos candidatos:
Cadê a proposta de governo para a criação de um Hospital Público para a Pessoa Idosa?
O idoso cumpriu seus deveres durante toda a vida. Agora, só lhe restam direitos, respeito, saúde e dignidade.
Cuidar do idoso é cuidar do nosso próprio futuro.
Quem não é filho, neto ou familiar de uma pessoa idosa? Todos os jovens têm dentro de si o idoso de amanhã, assim como poderão ser os aposentados do futuro.
Envelhecer é um triunfo. No entanto, é preciso afeto, consciência e compromisso — do governo, da família e da sociedade — com os direitos da pessoa idosa.
A Constituição e as leis amparam a pessoa idosa. Entretanto, infelizmente, a ineficiência de governos, políticos e gestores públicos faz com que a questão do envelhecimento continue sendo colocada em segundo plano nas políticas públicas, principalmente para aqueles que mais necessitam de assistência médica.
Envelhecimento: uma realidade que exige atenção e ação específica do governo.
A criação de um hospital específico para a pessoa idosa, apesar das inúmeras reivindicações encaminhadas aos governos federal, estadual e municipal de Salvador, continua sendo uma realidade que requer vontade política e compromisso público.
O governo tem o dever de reconhecer a pessoa idosa como patrimônio do Brasil, pois ela contribuiu para o crescimento e o desenvolvimento do país com dignidade, trabalho e dedicação.
A consciência política das famílias pode contribuir para reverter esse quadro. A força dos votos, somada à liderança e à representatividade dos idosos dentro de suas próprias famílias, pode ser decisiva na escolha de representantes comprometidos com essa causa.
Informação importante: segundo dados que precisam ser sempre atualizados conforme a fonte oficial utilizada, o Brasil possui milhões de aposentados e pensionistas. Esse contingente, somado aos familiares e às pessoas que convivem diretamente com os idosos, representa uma importante força social e eleitoral.
É preciso transformar essa força em consciência política e cidadania, elegendo representantes que defendam e respeitem os direitos das pessoas idosas nos 26 estados e no Distrito Federal, inclusive assumindo o compromisso com a criação de hospitais públicos especializados no atendimento à pessoa idosa.
A consciência política da família pode ser uma importante força para transformar essa realidade. O idoso, muitas vezes, exerce liderança dentro de sua própria família e influencia filhos, netos e demais familiares. Por isso, o voto consciente de cada família pode contribuir para eleger representantes comprometidos com os direitos da pessoa idosa.
É preciso que filhos, netos e familiares compreendam que defender o idoso de hoje é defender o próprio futuro. Todos nós estamos sujeitos ao processo natural do envelhecimento. Portanto, a família deve participar ativamente da escolha de governantes e parlamentares que apresentem propostas concretas para a saúde, a dignidade e a qualidade de vida da pessoa idosa.
Não basta reclamar depois das eleições. É preciso escolher antes quem realmente tem compromisso com essa causa.
A força eleitoral dos idosos e de suas famílias pode ser transformada em consciência, cidadania e ação política, inclusive para cobrar dos candidatos o compromisso com a criação de hospitais públicos especializados no atendimento à pessoa idosa e aos deficientes físicos.
Alderico Sena – Ex-presidente do MAPI — Movimento dos Aposentados e Pensionistas da Bahia, Ex-vice-presidente Nacional do MAPI -@aldericosena – site:aldericosema.com
