O senador Jaques Wagner (PT) repercutiu o sucesso da Operação Reino Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (10), que prendeu 33 suspeitos de integrar um esquema de tráfico e lavagem de dinheiro com atuação interestadual. Em entrevista à Rádio Gazeta FM, de Riachão do Jacuípe, Wagner destacou o empenho da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública do governador Jerônimo Rodrigues. “Só neste ano nós já diminuímos em 20% os homicídios na Bahia. É óbvio que ainda não está do jeito que a gente quer, mas é um trabalho contínuo”, afirmou.
As prisões ocorreram em Juazeiro, Senhor do Bonfim, Salvador, Simões Filho, Lauro de Freitas e Camaçari, na Bahia, além de municípios em São Paulo, Sergipe e Espírito Santo. Aberta em março deste ano, a investigação aponta que o grupo movimentou mais de R$ 4 milhões entre tráfico de entorpecentes, associação e organização criminosa e comércio, posse e porte ilegais de armas. Para Wagner, a operação é “um exemplo” do trabalho de inteligência que vem sendo feito no estado contra o crime organizado.
O senador também atribuiu os resultados à estrutura atual das forças de segurança, reforçada com melhorias no colete à prova de bala, no armamento e na munição. “Pergunte aos policiais aposentados como era na época deles. Hoje, os profissionais têm reconhecimento. Sinceramente, nós temos currículo, agora eu quero que o ex-prefeito de Salvador também apresente o dele”, completou, em provocação a ACM Neto (União).
Reforço na segurança
Os números recentes sustentam os comentários de Wagner. Só em 2026, 16 mil criminosos foram presos na Bahia, alta de 8,3% na comparação com o mesmo período de 2025 (janeiro a agosto). No mesmo intervalo, 5.059 armas de fogo foram apreendidas e cerca de 15 toneladas de drogas saíram de circulação. Além disso, 1.804 foragidos da Justiça foram alcançados pelo reconhecimento facial apenas neste ano. Desde a implantação da tecnologia, em 2019, o total chega a 6.250.
Foto: Ulisses Dumas/Divulgação
