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MESTRES DA EDUCAÇÃO ALERTARAM O BRASIL — E NÓS IGNORAMOS?

Educação: o Alicerce para um Brasil Melhor

Os mestres educadores Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira alertaram, há décadas, a elite brasileira sobre a importância da educação para o futuro do país.

Darcy Ribeiro afirmava:
“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

A educação forma cidadãos. Sem educação de qualidade, não há solução capaz de garantir às novas gerações participação efetiva no crescimento e no desenvolvimento do Brasil.

Antigamente, os pais eram referências para os filhos, transmitindo ensinamentos simples, porém fundamentais:

“Fale a verdade. Defenda o que é certo; Faça o bem sem olhar a quem; Quem não nasceu para servir, não serve para viver; Quem não é visto não é lembrado; Quem quer respeito se respeita. O Povo tem o governo que merece. É preciso SER, para ter com dignidade.

Princípios são regras universais, permanentes e inegociáveis, como respeito, honestidade e integridade. Já os valores são crenças pessoais e culturais que orientam decisões e atitudes. Ambos formam a base do caráter humano e são essenciais para a convivência harmoniosa e para a construção de uma sociedade mais justa.

A ausência de investimentos consistentes na educação e na valorização do professor contribui diretamente para o agravamento da violência, dificultando até mesmo o direito de ir e vir da população.

Educação não é cara. Cara é o analfabetismo político e a ignorância.

O governo tem o dever de adotar medidas urgentes para promover uma ampla reforma no ensino brasileiro, investindo na formação, valorização e qualificação dos professores, visando uma educação pública de qualidade. Somente assim o Brasil poderá constituir-se, de fato, em um verdadeiro Estado Democrático de Direito.

Como alertou Anísio Teixeira:
“Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.”

O Brasil precisa aprender com países como JapãoChina e Coreia do Sul, que se destacam pela elevada valorização dos professores. Nessas nações, a educação é tratada como prioridade estratégica, e o professor é visto como um dos pilares fundamentais da sociedade, recebendo respeito, estabilidade e melhores condições de trabalho.

A sociedade costuma criticar os jovens e classificá-los como “Geração Z”, mas é necessário refletir: esses jovens são filhos de qual geração? Educação vem do berço; a escola é lugar de conhecimento e formação intelectual.

A escassez de lideranças comprometidas com princípios éticos e morais, tanto na sociedade quanto nos Três Poderes Constituídos — Executivo, Legislativo e Judiciário — é vergonhosa e representa um péssimo exemplo para a juventude brasileira.

Se a sociedade deseja gerações mais educadas, éticas e preparadas, é necessário que família, sociedade e Estado cumpram o que determina a Constituição Federal, em seu Artigo 227:

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

O Brasil possui riquezas naturais e geográficas invejáveis, mas ainda carece de homens públicos comprometidos com a moralidade, a eficiência administrativa e o interesse coletivo.

Basta observar o que estabelece o Artigo 37 da Constituição Federal, ao determinar que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

A ausência desses princípios contribui diretamente para o aumento da desigualdade social, da fome, da miséria, da violência e do retrocesso socioeconômico do país.

A sociedade está pagando um preço alto pelas omissões históricas e pelo uso inconsciente da maior arma democrática que possui: o voto.

Sem educação, consciência política e responsabilidade cidadã na escolha de representantes comprometidos com as causas públicas, jamais alcançaremos a verdadeira “Ordem e Progresso”, lema presente na Bandeira Nacional.

Eleitor…
De quem é a culpa da hereditariedade na política?

O momento exige reflexão, ação e responsabilidade. É no governo que se decidem os rumos do país e as condições de vida da população.

Valorize o seu voto. Valorize a si mesmo.

Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos.

Quem não gosta de política acaba sendo governado por quem gosta.

Querer é poder. Seja a mudança e pare de reclamar!

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e ex-Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – Instagram: @aldericosena

IFoto: Imagem/IA

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