Deputado Hilton Coelho cobra instalação de bebedouros públicos em Salvador e denuncia exclusão social

O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma indicação ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), defendendo a instalação de bebedouros e fontes de água potável em locais públicos de grande circulação, com atenção especial à população em situação de rua.
A proposta, segundo o parlamentar, busca enfrentar uma realidade que considera inaceitável. “A sede dói. A sede mata. E é um absurdo que, em pleno 2025, na capital baiana, milhares de pessoas sejam obrigadas a implorar por um copo d’água. Isso é desumano. Isso é cruel. Isso é um projeto de exclusão institucionalizado”, afirmou.
O documento apresentado por Hilton está fundamentado em princípios constitucionais, compromissos internacionais e diretrizes nacionais de saúde e saneamento, ressaltando que a água deve ser tratada como um direito humano e não como privilégio de quem pode pagar.
A indicação prevê a instalação de bebedouros em praças, terminais de ônibus, unidades de saúde, centros esportivos, parques e áreas de lazer. O deputado destaca que esses são espaços “onde a sede encontra as pessoas todos os dias, especialmente aquelas que vivem nas ruas e nas periferias esquecidas pela gestão municipal”.
Hilton também fez um apelo à consciência social e à responsabilidade do poder público: “A água tem que jorrar para todos. Ou permitiremos que a sede continue matando em silêncio? Quantas pessoas ainda precisam adoecer nesta cidade para que o poder público acorde? Água é vida! Ela não pode ser negada a ninguém.”
O parlamentar aproveitou ainda para criticar as prioridades da administração municipal. “Quando o prefeito investe milhões em obras faraônicas e deixa as pessoas com sede nas ruas, está fazendo uma escolha política. Está dizendo quem merece viver com dignidade e quem não merece”, afirmou.
Para ele, a crise hídrica urbana também se agrava diante das mudanças climáticas. Com ondas de calor cada vez mais intensas, a ausência de acesso a água potável nas ruas deixa de ser apenas uma questão de saúde pública para se tornar um desafio de sobrevivência básica.
Foto: VannerCasaes/AgênciaALBA
