Assemblage no Parque da Cidade (2017) revela a arte orgânica de Taurino Araújo

O advogado, escritor, jurista, crítico literário e poeta Taurino Araújo agora também se projeta internacionalmente como um multitalento das artes visuais. Com a série fotográfica Assemblage Fazendo Arte no Parque da Cidade (2017), ele transforma flores, folhas e galhos secos em composições efêmeras de rara potência poética, registradas em fotografia.
A recente inclusão de seu nome no askART — um dos mais prestigiosos diretórios de artistas visuais do mundo — reforça a força imagética, simbólica e estética de uma arte produzida fora do eixo Rio-São Paulo, profundamente enraizada na sensibilidade baiana. Suas composições se alinham a tradições da land art e da arte povera, mas carregam a marca singular de um artista que transforma o instante em permanência.
O que é Assemblage?
Assemblage é uma forma de arte visual tridimensional cujas composições são formadas a partir de itens do cotidiano, geralmente chamados de “objetos encontrados”.
A arte de montagem dá aos objetos novos significados, que faz conexões criativas entre elementos díspares e eleva materiais não artísticos ao reino da arte. Na arte moderna, o termo “objeto encontrado” (uma tradução da frase francesa “objet trouvé”) é usado para descrever um objeto natural ou descartado, um item diverso de pouco valor encontrado por um artista, que é encontrado por acaso e considerado como tendo valor estético é então apresentado como uma obra de arte. Na arte visual de Taurino Araújo, é utilizada a fotografia, pois os objetos encontrados em quase decomposição são de natureza perecível.
Elementos-chave da imagética de arte de Taurino Araújo
• Assemblage orgânica: montagem livre com elementos naturais, sem colagem ou fixação permanente — o que evoca a impermanência da vida.
• Natureza-morta pós-moderna: subversão do gênero tradicional ao usar materiais deteriorados, realçando o “belo no gasto”, o “vivo no que murcha”.
• Estética do intervalo: o espaço entre os elementos não é vazio, Taurino os coloca no campo de tensão e silêncio — tal como na poesia visual.
• Cromatismo simbólico: a paleta sugere estações, estados de alma, territórios afetivos — os vermelhos lembram sangue ou fruto; os verdes, nascimento; os pretos, silêncio ancestral, os terrenos lembram o pragmatismo e as pisadas de Taurino no Sertão.
• Composição intuitiva e ritual: as obras Taurino Araújo se parecem com pequenos rituais de passagem ou oferendas visuais — arte devocional sem dogma.
Autor de Hermenêutica da desigualdade: uma introdução às ciências jurídicas e também sociais (Del Rey, 2019), jurista, advogado (UESC) e pensador brasileiro, Taurino Araújo é, poeta, crítico literário, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais. A sua Magnum Opus é considerada uma Epistemologia genuinamente brasileira, afora o conceito de verdade absoluta, 95 anos depois da Semana de Arte Moderna (1922). “Celebrando 40 anos de poesia [publicação prevista para 2025], Taurino Araújo apresenta uma obra com paisagens líricas que vão do átomo ao sertão e ao cosmo desafiando os limites da percepção com rigor filosófico e estético dignos de um semiólogo da alma. Maria Solange Alves de Souza Paula – CRB 5/342 Bibliotecária responsável: Dançando no meio do inverno — 40 anos de poesia: poemas, sonetos e haikais”. Especialista em Gestão de Pessoas (PUC-RS), Planejamento Educacional (UNIVERSO-RJ) e História e Antropologia (SERRA GERAL-MG). Autor de Se você quer subir, não aperte descer: a intuição motivacional do verdadeiro Maslow no case Taurino Araújo, Instituto Memória: Curitiba: 2023, 2ª ed., atualizada. Condecorado pelo Estado da Bahia com a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira – CBJM, a maior honraria do Estado.
Em 2025, o autor idealizou e lançou, na Academia de Letras da Bahia, a coletânea Signos em Transe: uma Fortuna Crítica sobre a Semiótica de Lícia Soares de Souza. A obra foi coordenada com apoio do CNPq e da Uneb e reúne 62 autores de sete países. Escritos em português, espanhol, francês e italiano, os ensaios abordam temas como literatura, semiótica, francofonia, geopoética, ensino de línguas e o ciclo canudiano. ‘Signos em Transe’ foi lançado na Academia de Letras da Bahia, em solenidade presidida pelo imortal Aleilton Fonseca, com apoio institucional da Uneb e do CNPq.
Descrita por especialistas como o maior levantamento etnográfico e semiológico da Bahia nas últimas cinco décadas, a coletânea conta com nomes como Winfried Nöth, Ricardo Justo, Zilá Bernd, Berthold Zilly, Eurídice Figueiredo, Cyro de Mattos, Calmon Teixeira, Bernard Andrès, Claire Varin, Luiz Eudes, Emiliano José e o próprio Taurino Araújo.
Na linha de crítica literária, sob a curadoria, organização e apresentação de Taurino Araújo diversos literatos mundo afora estão escrevendo a coletânea internacional A polipoética de Vladimir Queiroz: uma Fortuna Crítica a partir de 6 poemas imprescindíveis.
Visite o AskART aqui https://www.askart.com/artist/Taurino_Araujo/11440465/Taurino_Araujo.aspx







Assemblage Series: Taurino Araújo Creating Art in the City Park
With fallen leaves, dried flowers, seeds, and twigs gathered from the ground, Taurino Araújo composes spontaneous visual pieces that reclaim the beauty of the overlooked. The art is made outdoors, ephemeral, organic — and survives through photography. Each image is a tribute to impermanence, a poetics of the fleeting moment.
