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Bobô compara skatepark internacional do Subúrbio com pista alagada da Prefeitura em Ipitanga

A inauguração do Skatepark do Subúrbio, na orla de Praia Grande, em Periperi, expôs o contraste entre duas formas de tratar esporte, juventude e espaço público em Salvador. De um lado, o Governo da Bahia entregou a primeira pista de skate do Brasil certificada pela World Skate, entidade responsável pelas competições olímpicas da modalidade, com cerca de 5 mil metros quadrados e estrutura para receber grandes eventos. Do outro, vídeo que circulou nas redes mostra a pista municipal de Ipitanga, entre Praia do Flamengo e Stella Maris, tomada por água acumulada, sem condições adequadas de uso e com risco de se transformar em criadouro do Aedes aegypti.

O deputado estadual Bobô (PCdoB), ex-jogador e campeão brasileiro pelo Bahia, criticou a situação da pista mantida pela Prefeitura de Salvador e afirmou que o caso revela descaso com a população e com os praticantes de skate. Bobô foi reeleito deputado estadual pelo PCdoB para o período 2023-2027, segundo a Assembleia Legislativa da Bahia.

“Enquanto o Governo do Estado entrega no Subúrbio um equipamento moderno, certificado, capaz de receber competição nacional e internacional, a Prefeitura deixa uma pista pública virar poça d’água. Isso impede o uso pelos skatistas e ainda coloca moradores em risco, porque água parada é convite para mosquito da dengue”, afirmou Bobô.

O novo Skatepark Praia Grande já estreou como palco da etapa final do STU National 2026, principal circuito brasileiro de skate. Integrado às intervenções do VLT do Subúrbio, o equipamento foi planejado para ampliar as opções de esporte e lazer da população, fortalecer a convivência urbana e inserir Salvador no roteiro das grandes competições da modalidade.

Na pista de Ipitanga, a imagem é oposta. A água acumulada ocupa a área que deveria servir aos praticantes, transforma o espaço em obstáculo para o esporte e cria preocupação sanitária para moradores da região. Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite zika e chikungunya, o que torna a falta de drenagem e manutenção um problema de saúde pública.

“Pista de skate não é reservatório de água parada. Se a Prefeitura entrega ou mantém um equipamento público, tem obrigação de cuidar, limpar, drenar e garantir segurança. O que aparece no vídeo é o padrão da propaganda: inaugura, fotografa, abandona e depois anuncia revitalização daquilo que deixou deteriorar”, criticou Bobô.

Para o deputado, a comparação entre os dois equipamentos resume a diferença entre política pública e obra de vitrine. No Subúrbio, segundo ele, o Estado entrega uma estrutura de padrão internacional em uma região historicamente esquecida. Em Ipitanga, a Prefeitura deixa uma área esportiva sem manutenção, prejudica os skatistas e expõe a comunidade a risco evitável.

“O esporte precisa de investimento sério, não de maquiagem. Quando se entrega um equipamento público, é preciso garantir uso permanente, manutenção e respeito à juventude. O Governo do Estado mostrou que é possível fazer uma obra moderna e inclusiva. A Prefeitura precisa explicar por que uma pista de skate na orla virou poça d’água e ameaça à saúde dos moradores”, disse Bobô.

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