Academia de Ciências da Bahia lança livro sobre Edivaldo Boaventura

O livro é uma edição da ACB, da qual ele foi um dos membros fundadores, e será lançado em evento virtual no dia 19 de agosto

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) realiza nesta quarta-feira, 19 de agosto, às 10h30, o lançamento virtual de um livro em homenagem ao professor Edivaldo Boaventura,  já falecido, um dos mais notáveis intelectuais a marcar presença no cenário cultural baiano. A publicação – intitulada “Edivaldo Machado Boaventura – acadêmico polivalente, construtor institucional, gestor e propositor de políticas educacionais” – é uma publicação da própria Academia, da qual ele foi um dos membros fundadores e teve uma atuação expressiva como vice-presidente e coordenador do Conselho Editorial. O evento de lançamento do livro acontecerá em plataforma criada no seguinte endereço: boaventura.cienciasbahia.org.br

Com apresentação do presidente de honra da ACB, Roberto Figueira Santos, e do atual presidente da entidade Jailson Bittencourt de Andrade, o livro é organizado pelo acadêmico Amilcar Baiardi e traz uma coletânea de artigos de acadêmicos, doutores, pesquisadores e também de familiares.

“As várias dimensões de Edivaldo Machado Boaventura são abordadas nesta publicação: humana, intelectual, pesquisador, construtor institucional, gestor, educador, amigo, orientador, semeador de ideias, pai e esposo adorável. Este será um dos legados para os que tiveram o privilégio de conviver com ele e, mais especial ainda, para as próximas gerações”, afirmam os professores Roberto Santos e Jailson Andrade, que assinam conjuntamente a apresentação do livro.  O professor Amilcar Baiardi, por sua vez, destaca em seu artigo de apresentação da publicação o “papel especial e particular” que caracterizava o homenageado e que muito lhe agradava: o de ser sociabilizador do ambiente acadêmico e alimentador de uma ampla e informal rede de pesquisadores.

Já a professora Nádia Hage Fialho ressalta a importância de Edivaldo “como construtor institucional, gestor e propositor de políticas públicas educacionais: uma questão de justiça e reconhecimento”. A professora Nidia Maria Lienert Lubisco aborda “Edivaldo como agregador e animador intelectual”. Os professores Dora Leal e Robert Verhine relatam sobre “Edivaldo e a internacionalização da educação brasileira”.

O professor Fernando Cardoso Pedrão conta sobre “O amigo Edivaldo”. Os professores Alfredo Eurico Rodrigues Matta e Francisca de Paula Santos da Silva escrevem sobre “Edivaldo M. Boaventura: um orientador para a vida” e o professor Sérgio Mattos sobre “A gênese de um semeador de ideias”

Seus familiares também estão presentes na publicação. Sua filha, a professora Lídia Boaventura Pimenta, faz “Breve relato: falando sobre o pai Edivaldo”. Sua esposa, Solange do Rêgo Boaventura, fala sobre “Edivaldo, o ser humano” e seu filho, Daniel Boaventura, conclui com o agradecimento, dizendo que “ele era assim:  o homem mais bondoso, religioso, altruísta, culto e inteligente que conheci; um educador inigualável, dotado de grande saber e imensurável vontade de ensinar, de transmitir conhecimento, com uma incansável predisposição para ajudar o outro, o que, de fato, fez com muitos, incluindo este filho aqui.”

Intelectual notável

Intelectual dos mais notáveis no cenário cultural baiano, Boaventura foi membro fundador da Academia de Ciências da Bahia e ocupou o cargo de vice-presidente da entidade. Sua vida foi dedicada à Ciência, à Educação e à Cultura, tendo escrito muitos livros e artigos científicos.

Bacharel em Direito e em Ciências Sociais pela UFBA, Mestre e PhD em Educação pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, estudou no Instituto Internacional de Planificação de Educação (UNESCO), em Paris.

Professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), presidiu também a Academia de Letras da Bahia (ALB) de 2007 a 2011. Vale ressaltar, entre inúmeras outras realizações, a sua contribuição para a criação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Durante muitos anos, acumulou o cargo de professor com o de diretor geral do jornal A Tarde.

Os professores Roberto Santos e Jailson Andrade ainda reafirmam: “Com 55 anos de experiência docente, além do ensino, dedicou-se à orientação de teses e dissertações, tendo participado de mais de 150 bancas examinadoras. Integra o conselho editorial de cinco revistas de Educação e Ciências Humanas Aplicadas. Poucos Professores podem se orgulhar de ter criado uma instituição como a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) ou de ter atuado na criação da Pós-Graduação na UFBA e no Estado da Bahia, em 1968, sob a liderança do então reitor Roberto Santos”.

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