Adolfo Menezes considera justo fixar um piso nacional para os enfermeiros

O presidente Adolfo Menezes apoia a fixação de um piso salarial nacional para os profissionais de enfermagem, em discussão no Congresso Nacional. Para ele todas as categorias profissionais merecem o respeito e são importantes, mas não há como não diferenciar aqueles que integram o chamado grupo saúde, em especial o pessoal da enfermagem: “Não há justificativa para o pagamento de salários inferiores a R$1 mil para os técnicos de enfermagem e de pouco mais de R$ 2 mil para os enfermeiros, profissionais que arriscam diariamente suas vidas e colocam as próprias famílias em segundo plano para atender e confortar aqueles que precisam.
Ontem, às 12h20, o deputado Adolfo Menezes recebeu na presidência da Assembleia líderes da carreata que saiu da região do Iguatemi para o Centro Administrativo em defesa da aprovação do projeto de lei 2564/2020 que tramita no Senado. Os manifestantes solicitaram que os deputados estaduais pressionassem a bancada federal da Bahia em favor da aprovação dessa matéria, bem como a apreciação pela Assembleia de projetos de lei relacionados com a categoria. O presidente pediu aos deputados Jacó (PT) e Hilton Coelho (PSOL) que levantassem todas os projetos relacionads com a área de enfermagem para exame.

O projeto 2564/2020 fixa piso salarial para os enfermeiros em R$7,3 mil, em 60% desse valor o piso dos técnicos em enfermagem e em 50% do piso nacional os salários dos auxiliares de enfermagem, alterando a lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Os representantes da categoria também reivindicam a redução da carga horária semanal das 44 horas atuais para 30, oferecendo o “descanso digno”, pois a dupla jornada comum nessas categorias deixaria de ocorrer. Os manifestantes afirmaram que ninguém trabalha em dois empregos por vontade. Sendo isto, uma imposição da necessidade”.

O presidente Adolfo Menezes se comprometeu em conversar sobre esses projetos com os líderes do governo e da oposição, deputados Rosemberg Pinto (PT) e Sandro Régis (DEM), mas alertou sobre a necessidade de envolvimento das secretarias de Saúde e da Casa Civil na negociação, para avaliação do impacto orçamentário de cada proposição: As reivindicações são justas. Esta é a casa do diálogo, mas obviamente o Executivo possui maioria aqui e qualquer aumento de despesa precisa ser avaliado no contexto do orçamento estadual. Compuseram a comissão de manifestantes Adauto Silva do SindSaúde, Jimi Medeiros do Coren, Mercês Portugal, David Apóstolo entre outros. Eles explicaram que a carreata encerrou a Semana Nacional de Enfermagem, iniciada no dia 12.

Foto: Carlos Amilton ASCOM/ALBA

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