Salvador

Aladilce cobra explicações de Bruno Reis após prefeito admitir conhecimento de irregularidades

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) questionou, nesta quarta-feira (15), a postura do prefeito Bruno Reis ao afirmar que a Prefeitura já tinha conhecimento das irregularidades envolvendo empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia, na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

A declaração, segundo ela, causa ainda mais estranheza por ele reconhecer que a gestão tinha o dever de adotar medidas capazes de impedir a continuidade dos supostos prejuízos aos cofres públicos. Os contratos com as empresas suspeitas, que somam mais de R$320 milhões, já duram cerca de 10 anos, tendo iniciado, portanto, nas gestões do ex-prefeito ACM Neto.

“Se o prefeito já sabia da existência dessas irregularidades, a sociedade precisa entender por que os contratos permaneceram em vigor e por que a situação só ganhou uma resposta mais contundente após a atuação do Ministério Público. Essa explicação é indispensável”, afirmou Aladilce, defendendo a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Salvador.

*Prevaricou?*

A vereadora observou que a própria investigação aponta a atuação de um grupo criminoso dentro da Prefeitura ao longo de anos, com fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. Segundo ela, esse cenário exige total transparência e apuração das responsabilidades administrativas e políticas.
“Diante do que foi declarado, o prefeito também pode estar admitindo ter prevaricado e cometido crime de responsabilidade. É uma afirmação grave, que precisa ser devidamente esclarecida pelos órgãos competentes e pela própria administração municipal”, declarou.

Aladilce defendeu que todos os fatos sejam rigorosamente investigados, com respeito ao devido processo legal, mas ressaltou que a população espera respostas sobre a permanência dos contratos e as providências adotadas pela Prefeitura desde que teve conhecimento das suspeitas envolvendo as empresas agora investigadas pelo Gaeco. “A instalação de uma CEI pela Câmara é ainda mais indispensável agora”, reforça.

Foto: Divulgação 

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