Salvador

Brasil tem mais mulheres do que homens, e cenário exige políticas públicas mais sensíveis às desigualdades, diz Ireuda Silva

confirmam uma realidade já percebida por muitas brasileiras: há mais mulheres do que homens no país. Segundo o levantamento, existem atualmente 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil. Para a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, os dados reforçam a urgência de adaptação das políticas públicas à realidade demográfica do país.

“A gente precisa olhar para esses números com responsabilidade. Não se trata apenas de uma curiosidade estatística, mas de uma mudança estrutural na sociedade brasileira. Temos mais mulheres, muitas delas chefes de família, envelhecendo sozinhas e enfrentando desafios específicos que o poder público precisa enxergar e enfrentar”, afirma.

A republicana destaca que o cenário impacta diretamente áreas como saúde, assistência social e segurança pública. “Se os homens morrem mais cedo, muitas mulheres acabam vivendo mais tempo em situação de vulnerabilidade, seja financeira, emocional ou social. Isso exige políticas voltadas ao envelhecimento feminino, à autonomia econômica e ao fortalecimento das redes de proteção”, pontua.

A vereadora também chama atenção para o recorte racial e social dentro dessa realidade. “Quando a gente olha para as mulheres negras, por exemplo, os desafios são ainda maiores. É fundamental que as políticas públicas considerem essas desigualdades para que sejam realmente eficazes”, completa.

Outro ponto levantado por Ireuda é a necessidade de ações preventivas voltadas aos homens. “Esses dados também mostram que precisamos investir mais em políticas de saúde e prevenção para os homens, especialmente os jovens, que são as maiores vítimas de violência. Cuidar dos homens também é uma forma de proteger as mulheres e equilibrar a sociedade.”

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