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“Bruno Reis se contradiz e deixou Salvador entregue ao lixo e aos escândalos”, dispara Robinson Almeida, em resposta ao prefeito

Após prefeito negar prevaricação, deputado afirma que declarações revelam contradições em meio ao escândalo de R$ 38 milhões na prefeitura

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), nesta quinta-feira (16), e afirmou que “quem precisa estudar direito e gestão é o prefeito que deixou um escândalo de R$ 38 milhões passar por baixo do seu nariz”. A declaração é uma resposta à entrevista em que o gestor disse que o parlamentar deveria “estudar legislação e direito” e negou ter cometido qualquer irregularidade no caso envolvendo a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), sob suspeita de fraude e desvio de recursos públicos.

Para Robinson, a resposta do prefeito expôs uma contradição entre os discursos adotados por Bruno Reis ao longo da semana. O deputado lembrou que, na última segunda-feira (14), o prefeito declarou que a Prefeitura de Salvador já tinha conhecimento das suspeitas envolvendo as empresas e que medidas administrativas vinham sendo adotadas. Dois dias depois, porém, passou a sustentar que aguardava a atuação dos órgãos de controle, argumento que, segundo o petista, não explica por que nenhum dos investigados foi afastado dos cargos antes da operação policial.

“Bruno Reis se contradiz. Na segunda-feira, admitiu que a Prefeitura já sabia das suspeitas de corrupção e disse que adotava medidas administrativas, até então desconhecidas, porque não efetivadas. Agora tenta mudar a versão e afirma que aguardava os órgãos de controle. Afinal, qual é a verdade? Se sabia, por que não afastou os envolvidos e determinou uma investigação rigorosa? Em vez de responder e explicar à sociedade por que sua versão dos fatos muda a cada entrevista, prefere atacar quem cobra explicações. Enquanto isso, Salvador está entregue ao lixo e aos escândalos”, afirmou o deputado.

Robinson aproveitou para acusar o prefeito de abandonar a administração municipal para participar de atos de pré-campanha no interior da Bahia em apoio ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

“O prefeito vive viajando para fazer campanha para seu chefe político e abandonou a administração da cidade. Basta percorrer os bairros populares para ver o descaso com a limpeza urbana e com os serviços públicos. Salvador merece um prefeito presente, que cuide da cidade e não apenas da política eleitoral”, enfatizou o petista.

Robinson Almeida observa ainda que a mudança de discurso de Bruno Reis reforça os questionamentos sobre a condução administrativa do caso e evidencia que o prefeito ainda não esclareceu por que os contratos permaneceram em execução e por que os servidores investigados continuaram exercendo suas funções até a deflagração da operação do Ministério Público e da Polícia. A apuração aponta que as empresas suspeitas faturaram mais de R$ 321 milhões nas gestões de ACM Neto e Bruno Reis, sendo cerca de R$ 38 milhões apenas em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção, alvo das investigações iniciais.

“O prefeito tenta transformar uma cobrança legítima em um debate jurídico, mas a população quer respostas objetivas. Quem administra recursos públicos tem o dever de agir diante de suspeitas graves, garantindo transparência e proteção ao patrimônio público. O que vimos é uma prefeitura silenciosa enquanto o escândalo crescia”, acrescentou o deputado.

Foto: Divulgação 

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