Municípios

Comunidades da Mata Atlântica constroem planos participativos e avançam em ações do Projeto Parceiros da Mata

O fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável nas regiões da Mata Atlântica baiana avança com a execução do Projeto Parceiros da Mata, iniciativa do Governo do Estado, realizada por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa tem promovido uma ampla mobilização em comunidades dos territórios do Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio de Contas e Vale do Jiquiriçá, com foco na construção coletiva de soluções adaptadas às realidades locais.
 
As ações em campo têm início com a elaboração de oito Planos de Desenvolvimento Comunitário Sustentável (PDCS), instrumentos estratégicos que orientam os investimentos e garantem que as iniciativas dialoguem diretamente com as necessidades das comunidades. Ao todo, 32 comunidades já foram visitadas, com a realização de reuniões, escutas qualificadas e atividades participativas que envolvem agricultores e agricultoras familiares, associações e lideranças locais.
 
De acordo com a coordenadora-executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, a metodologia adotada prioriza a participação ativa das comunidades em todas as etapas do processo. “Os planos são fundamentais para que as ações do projeto estejam alinhadas à realidade local. Desenvolvemos uma metodologia adequada à Mata Atlântica, considerando o perfil do público beneficiário. Foram várias idas a campo, com reuniões e escutas em 32 comunidades. É um processo construído de forma participativa, em conjunto com as comunidades, para que os planos atendam, de fato, às suas necessidades”, destacou.
 
A estrutura de atuação do projeto está organizada em núcleos comunitários, que reúnem de três a quatro comunidades por território, permitindo uma abordagem integrada e regionalizada das ações. Esse modelo fortalece o planejamento coletivo e amplia o alcance dos investimentos.
 
Diagnóstico participativo define prioridades e estratégias
Além da construção dos planos, o projeto desenvolve Diagnósticos Multidisciplinares Participativos, que identificam demandas prioritárias, potencialidades produtivas e desafios sociais, ambientais e culturais. Com base nessas informações, são definidas estratégias de desenvolvimento e elaborados os Planos de Investimento, que orientarão a aplicação dos recursos.
 
Segundo Cida Oliva, os resultados desse processo irão se desdobrar na formalização de convênios que contemplam tanto investimentos produtivos quanto o fortalecimento das organizações comunitárias. “Esses planos vão se transformar em convênios de investimento produtivo e também em ações de fortalecimento social das organizações. Isso vai resultar na implementação concreta das ações do projeto nos territórios, garantindo que os recursos cheguem de forma estruturada e alinhada às necessidades das comunidades”, explicou.
 
A metodologia participativa inclui ferramentas como a matriz FOFA, a definição de prioridades e a construção coletiva de metas, assegurando que as decisões sejam tomadas com base no diálogo e na realidade de cada território. Ao final do processo, será realizada a devolutiva territorial, garantindo transparência e acesso às informações para todas as comunidades envolvidas.
 
Fotos: Divulgação – Ascom/CAR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *