Deputado questiona discurso de ACM Neto sobre facções e pede explicações sobre consultoria

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cobrou coerência de ACM Neto após o ex-prefeito de Salvador defender a classificação das facções criminosas como terroristas. Segundo o parlamentar, há uma certa contradição entre esse discurso de Neto e os mais de R$ 5,5 milhões recebidos por sua empresa em supostos contratos de consultoria com o Banco Master e com a gestora Reag, instituição investigada na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal por esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC.
“O mesmo ACM Neto que sobe em palanque para posar de defensor da segurança pública é aquele que recebeu milhões de uma instituição financeira que aparece vinculada a uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. Se está tudo regular, que explique detalhadamente aos baianos”, declarou o deputado petista.
Para Robinson, causa estranheza que ACM Neto faça ataques políticos explorando o tema da segurança pública sem responder aos questionamentos sobre a relação dele com o Banco Master e a Reag. O parlamentar afirmou que a sociedade espera transparência de quem pretende governar a Bahia.
Robinson observou ainda que o discurso adotado por ACM Neto revela uma postura marcada pela demagogia e pelo oportunismo eleitoreiro. Para o deputado, o ex-prefeito tenta transformar a segurança pública em instrumento de disputa política ao mesmo tempo em que evita responder perguntas sobre fatos que envolvem sua trajetória recente.
O deputado também criticou o que chamou de “desfaçatez política” de ACM Neto. “Ele cobra explicações dos outros, mas se cala quando as perguntas são dirigidas a ele. Além disso, tenta esconder sua afinidade com o bolsonarismo e evita se posicionar sobre o papel de Flávio Bolsonaro nas articulações com Donald Trump contra os interesses do Brasil. Quem fala em soberania nacional não pode fechar os olhos para atitudes que a colocam em risco”, salientou Robinson.
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