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Em quem acreditar? Ética, cidadania e a crise de confiança nos Poderes da República

A Constituição Federal assegura, em seu art. 1º, os fundamentos da República, entre eles a cidadania e a soberania. Em seu parágrafo único, estabelece que: “Todo o poder emana do povo.”

A administração pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, necessita de quatro pilares fundamentais em seus agentes públicos: caráter, competência, comportamento, compromisso e liderança, para fazer cumprir os princípios estabelecidos no art. 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

A China cresce e desperta preocupação em diversas economias do mundo. O Brasil, apesar de suas imensas riquezas naturais, territoriais e de seu potencial econômico, ainda enfrenta enormes dificuldades para alcançar um desenvolvimento compatível com suas possibilidades. Por quê?

A ineficácia de muitos governos, o excesso de burocracia, a falta de ética, a corrupção, o nepotismo, a impunidade e tantos outros problemas da administração pública levam a uma reflexão inevitável: de quem é a responsabilidade? O povo, muitas vezes, limita-se a reclamar, votar e pagar impostos.

Se a sociedade realmente deseja contribuir para um Brasil melhor, precisa participar de forma consciente da vida política, cobrando propostas consistentes, defendendo reformas que fortaleçam as instituições e exercendo seu direito ao voto com responsabilidade. A mudança começa pela consciência política do eleitor.

Ao longo de décadas, tenho alertado a sociedade por meio de artigos publicados na imprensa. Entretanto, muitos permanecem acomodados, assistindo, como meros espectadores, aos desmandos praticados contra a população e contra o Brasil. Como já dizia o filósofo grego Platão: “O preço da omissão dos bons é ser governado pelos maus.”

O Brasil somente alcançará um novo patamar de desenvolvimento quando educação de qualidade, ética, cidadania e consciência política caminharem juntas. A Constituição atribui ao povo o poder de decidir os destinos da Nação por meio do voto. Portanto, cada eleitor deve exercer esse direito com responsabilidade, escolhendo representantes comprometidos com o interesse público.

Nenhum país se transforma sem a participação consciente de seu povo. A mudança que desejamos para o Brasil começa na urna, mas nasce na educação, no caráter, no comportamento e no compromisso de cada cidadão.

Povo educado, país desenvolvido.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas @aldericosena – site: aldericosena.com – Consulte e leia excelentes artigos com o puro jornalismo

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