Salvador

PSOL inicia campanha em defesa do Abaeté e das comunidades de terreiros

A chapa do Partido Socialismo e Liberdade “Frente Capital da Resistência” composta pelo PSOL, PCB e UP, encabeçada pelo deputado estadual e candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, acompanhado pela vice, a pedagoga e liderança do movimento por moradia popular, Rosana Almeida, e do vereador do PSOL na capital baiana, Marcos Mendes, deu largada à campanha  em um ato político que ocorreu neste domingo (27), promovido por terreiros de candomblé  e moradores de Itapuã em protesto à construção da estação elevatória de esgoto no Abaeté. A sigla afirma   que o direito à cidade e o respeito aos movimentos socioambientais vão ser a tônica da campanha.
O deputado estadual e candidato à prefeitura de Salvador pelo PSOL, Hilton Coelho, salientou que a obra configura-se como uma nítida  demonstração do racismo institucional que não respeita o povo de santo, o meio ambiente, a cultura e história da cidade. “A relação que o PSOL possui com os movimentos sociais e com os interesses populares será a marca da nossa campanha. A esquerda precisa ser esquerda de verdade, não pode ficar atrelada às grandes empreiteiras. Chega de vender nossa cidade! Somos a capital da resistência!”, sentenciou o postulante ao Palácio Thomé de Souza.
Para o vereador  e candidato à reeleição pelo PSOL na capital baiana, Marcos Mendes, a sigla optou em iniciar a campanha em ato político que protesta contra a continuidade da estação elevatória de esgoto  por reconher o Abaeté como santuário sagrado. O edil destacou que presidiu uma audiência pública e, ao lado dos movimentos sociais de Itapuã, deu inicio ao processo de tombamento do Abaeté, como patrimônio cultural e histórico de importância nacional e internacional da humanidade. “Percebemos uma falta de sensibilidade tanto do Governo do Estado como da Prefeitura de Salvador que, mesmo com outras alternativas técnicas e locacionais, com menor impacto ao meio ambiente e preservação do sítio histórico, insistem com essa obra que vai trazer danos irreparáveis ao Abaeté, aos terreiros de candomblé ;, que p recisam da água da lagoa, à história e à memória da comunidade local”, frisou o vereador Marcos Mendes.

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