Serviço AME do Hospital da Mulher permanece em funcionamento 24h

O Serviço de Atendimento às Mulheres que foram Expostas à Violência Sexual (AME) do Hospital da Mulher permanece em funcionamento 24h por dia, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Inaugurado em 2017, o serviço recebe mulheres e adolescentes de toda a Bahia. Até o mês de junho, 589 pacientes foram recebidas na unidade, sendo 80% vindas de Salvador, enquanto 20% são do interior do estado.
Como estratégia para o momento atual, para as consultas de seguimento – que não requerem avaliação médica – as equipes de psicólogas e assistentes sociais do Serviço adotaram o uso de ligações, vídeo chamadas e troca de mensagens para que as pacientes permaneçam sendo acompanhadas à distância.
Para os primeiros atendimentos e atendimentos presenciais, a unidade segue os protocolos de cuidados preconizados pelas autoridades competentes, como a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nesse período de pandemia, sabemos e apoiamos a importância do isolamento social. Porém, devido à urgência deste cuidado, continuamos funcionando em período integral, adaptados nesse novo contexto”, afirma a coordenadora do Serviço AME, Lorena Marchesini.
Como funciona
O Serviço AME é composto por equipe multiprofissional com médicas, enfermeiras, farmacêuticas, assistentes sociais e psicólogas. Atua em parceria com o Ministério Público, o Instituto Médico Legal (IML) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM-BA), além de conselhos de saúde regionais.
As pacientes podem chegar ao AME por meio da chamada ‘porta aberta’, sem necessidade de agendamento prévio, através de órgão judicial e policial, Instituto Médico Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Delegacia Especial de Atenção à Mulher (DEAM), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Central Estadual de Regulação da Bahia (CER-BA).
Após passar por atendimento com médica, enfermeira, assistente social e psicóloga, a paciente é direcionada ao atendimento com uma farmacêutica. Esta profissional fará a dispensação da profilaxia pós-exposição, um tratamento com terapia antirretroviral para evitar a sobrevivência e multiplicação do vírus HIV, além de administrar outros medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e gonorreia. A orientação é de que o primeiro atendimento médico seja feito em até 72 horas após o abuso sexual. Em caso de dúvidas sobre o funcionamento do serviço, a mulher ou adolescente pode ligar para o telefone (71) 4141-6520, em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

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