Assistidas pelo CRAS de Itinga aprendem a produzir artesanato com material reciclável

O que fazer com o meu lixo? Foi com essa pergunta que iniciou a oficina de artesanato ecológico, promovida no auditório do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. A atividade aconteceu na manhã desta terça-feira (26), com a participação de mulheres assistidas, em situação de vulnerabilidade social e que buscam uma nova alternativa para renda familiar. O treinamento foi realizado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), BRK e da Toca Ambiental. 

A atividade foi marcada por atividades práticas em que todas as participantes aprenderam como transformar o lixo, criando peças de decoração para casa e acessórios de uso pessoal. Marilda Oliveira, 38 anos, moradora do Lindu, está atualmente desempregada e aproveitou a ação. “Essa é uma oportunidade para que a gente possa ter um novo olhar para a nossa vida e conquistar nossa independência financeira. Aprendi métodos que irão me ajudar a ganhar uma renda extra. Também posso empreender e, quem sabe um dia, eu também possa dar aulas ajudando outras mulheres a conquistarem seus objetivos”, comentou.

Além de ensinar as técnicas artesanais, os monitores levaram reflexões acerca da responsabilidade individual para a preservação do meio ambiente. Rita Ribeiro, artesã, designer de moda e pedagoga, trabalha há mais de 20 anos com sustentabilidade. Ela ensinou às mulheres como transformar o lixo em oportunidade. “É importante estar compartilhando esses conhecimentos. Meu objetivo é despertar a consciência ambiental e melhorar a autoestima. Se elas treinarem um pouco o olhar, poderão transformar o lixo em matéria prima e depois em um produto para uso pessoal ou para ser comercializado”, disse.

O objetivo das oficinas é ressocializar e oferecer melhorias para as famílias carentes do município. Este ano, o CRAS de Itinga também sediou os cursos de produtos naturais e sabão produzidos com o reaproveitamento de óleo de cozinha. De acordo com Cremilda Sacramento, coordenadora do CRAS Itinga, a maioria das assistidas que passaram pelos cursos já estão trabalhando na área. “Estamos tendo relatos de mulheres que obtiveram sucesso e já estão conseguindo uma renda extra com o que aprenderam. Esse retorno é muito positivo.”, comentou.  

Jornalista: Iana Silva

Foto: Wandaick Costa

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