Cerimônia do Prêmio Maria Felipa 2021 ocorre neste domingo (25)

Nova edição da honraria tem seis jornalistas entre as premiadas, reforçando importância da comunicação na conjuntura atual

O Prêmio Maria Felipa, uma das mais importantes honrarias concedidas a mulheres negras que se destacam na luta por direitos e contra o racismo, ocorrerá de forma remota pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia do novo coronavírus. Conduzida pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), a transmissão está marcada para o dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional da Mulher Negra, às 18h, pelas redes sociais e pela TV Câmara.

Serão 25 premiadas: a advogada Dandara Pinho; a inspetora da Guarda Civil Municipal Jussimara Viana; a vereadora Cris Correia; a dermatologista Hadassa Barros; a administradora e ativista Itaijara Souza; a cantora Lizandra Gonçalves; a comandante da Ronda Maria da Penha da PM, Major Tereza; a pesquisadora Bárbara Carine Soares Pinheiro; empresária Nay Megas; a titular da SPMJ Fernanda Lordelo; a diretora da SPMJ Fernanda Cerqueira; a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga; a psicóloga Jeane Tavares; a dançarina Sara Verônica; a empresária Flávia Santana; a psicóloga Mafoane Odara; a baina Gineide da Conceição; a presidente do CMDCA, Taiane Paixão; a major da PM Érica Patrícia; e as jornalistas Hamali Pestana (editora da Revista Raça), Tairine Ceuta, Lorena Alves, Luana Souza, Georgina Maynart e Yasmin Santos.

Em sua última edição presidencial, em 2019, o Prêmio Maria Felipa foi realizado no Centro de Cultura da Câmara de Salvador e teve recorde de público. Já de forma remota, a edição 2020 homenageou nomes como Ana Amélia (médica oncologista), Ashley Malia (jornalista), Carolina Santana (guarda municipal) e Juliana Galvão (psicóloga).

“Sempre fazemos o possível para promover um evento digno da importância do tema e dessas verdadeiras guerreiras. Mas, como no ano passado, a pandemia nos obrigou a realizar a cerimônia de forma online. Embora as condições não sejam as ideais, não podíamos nos render ao silêncio, principalmente quando vemos crescer uma situação cada vez mais desfavorável às mulheres negras, como o desemprego e o aumento da violência em meio à pandemia”, diz Ireuda.

Do total de premiadas, seis são jornalistas. Para a republicana, o fato mostra a importância da comunicação na conjuntura atual. “Nesse contexto difícil, de pandemia, crise econômica e desinformação, é muito satisfatório ver tantas mulheres negras se destacando na missão de informar a sociedade e produzir conhecimento. Assim sendo, esse prêmio é o mínimo que podemos fazer para mostrar que nós, mulheres negras somos peças fundamentais na construção do nosso país”, acrescenta Ireuda.

Quem foi Maria Felipa?
Maria Felipa de Oliveira foi uma marisqueira e pescadora que viveu na Ilha de Itaparica. Assim como Joana Angélica e Maria Quitéria, ela lutou pela Independência da Bahia. Em 1823, liderou um grupo composto por mais de 200 pessoas, entre as quais estavam índios tupinambás e tapuias, além de outras mulheres negras, nas batalhas contra as tropas portuguesas que atacavam a Ilha. Conta-se que o grupo foi responsável pela queima de pelo menos 40 embarcações portuguesas.

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