Conservação e Acessibilidade à Coleção Governador Francisco Góes Calmon

O Museu Museu Eugênio Teixeira Leal/Fundação Econômico Miguel Calmon disponibiliza ao público logo mais, às 17h, a coleção de documentos integrante do acervo pessoal do ex-governador Francisco Góes Calmon, que compõe o Arquivo Histórico da instituição. O acesso é franqueado ao grande público através youtube, apelo link (www.youtube.com/museueugenioteixeiraleal).

Antes, da digitalização, todo o acervo foi submetido a processamentos técnicos de conservação, que além de preservar a inteireza de todo esse material de conteúdo histórico, permite boa visualização e compreensão por parte de historiadores, professores, estudantes e demais interessados.
Esta ação educativa decorre do apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon, (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal, que premiou o projeto encaminhado pelo Museu.
O Arquivo Histórico, do Museu Eugênio Teixeira Leal, é guardião de 11 metros lineares de documentos, que revelam e testemunham fatos importantes da história da Bahia e do Brasil, nos seus aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais. Assim custodia coleções de valor arquivístico bastante relevantes, como o arquivo de Innocêncio Calmon, arquivo de Miguel Calmon Sobrinho, arquivo do Prof. José Calasans Brandão da Silva, arquivo de Paulo Maciel, dentre outros. Desse conjunto de documentos destaca-se a Coleção Governador Francisco Marques de Góes Calmon, objeto dessa premiação, que para além de político foi também professor, historiador, advogado e banqueiro.
Todo esse diversificado acervo, composto por manuscritos, datiloscritos e fotografias é original, inédito, em fontes primárias e de relevância histórica e sociocultural. É composto por acervo pessoal de documentos, correspondências enviadas e recebidas, carteira de sócio, cadernetas com anotações diversas e fotografias antigas, produzidos nas primeiras décadas do século passado. Entretanto, “mesmo com sua singular importância como testemunhos da história brasileira, nunca foi estudado por pesquisadores, especialistas, nem pelo grande público”, conforme ressalta Luiz Carlos de Andrade Ribeiro, diretor Presidente da Fundação Econômico Miguel Calmon.
Assim, o processamento da conservação preventiva, através do tratamento técnico de higienização, seguida da digitalização desse patrimônio arquivístico, possibilitará que o mesmo possa ser acessado para utilização e embasamento de estudos diversos, inclusive acadêmicos em mestrados e doutorados. Isto, para além de salvaguardar a memória de importante segmento da história brasileira.

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