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Em Serrinha, Jerônimo cita jovem de família vaqueira para explicar o que o PGP quer garantir no Sisal

Vitor é filho, neto e bisneto de vaqueiros no Território do Sisal. Nenhum dos três anteriores escolheu essa vida: simplesmente não havia outra. Ele fez escola técnica do Estado, concluiu o IFBA em tempo integral e hoje trabalha como consultor de negócios. Quando o governador Jerônimo Rodrigues perguntou ao pai o que era isso, o homem explicou do seu jeito e chorou: “Eu não tive opção. Só me restou uma cela e por o bicho para poder correr atrás de vaca.” A história foi o centro do discurso de Jerônimo em Serrinha, neste domingo (17), na quinta plenária do PGP 2026, após passagens por Irecê, Seabra, Feira de Santana e Jacobina.

O governador usou a trajetória de Vitor para marcar uma virada nas demandas do território. Há trinta ou quarenta anos, disse Jerônimo, a pauta era por um tanque d’água e um prato de comida. Hoje, a escuta feita pelo portal PGP Digital e reunida na plenária de Serrinha mostra uma população que quer que os filhos possam ser vaqueiros se quiserem, mas também vereadores, professores ou jogadores. “Nossa pauta não é atrasada, nossa pauta não é da direita”, afirmou. “Um prato de comida na mesa é revolucionário. Uma casa decente é revolucionária. Uma cadeira no banco da universidade é revolucionária”.

Essa escuta chega a um território que já recebe entregas concretas. O Hospital e Maternidade Regional do Sisal, em Serrinha, terá 255 leitos e investimento superior a R$ 180 milhões do Governo do Estado e do Novo PAC. Para as famílias da região, a obra significa atendimento mais perto de casa, parto seguro e menos transferências para grandes centros. O PGP cruza essas entregas com as prioridades levantadas pela população para orientar o próximo ciclo programático, com a presença de prefeitos, vereadores, movimentos sociais e moradores de municípios como Valente, Coité, Barrocas, Santa Luz e Cansanção.

“A gente quer que os nossos jovens sonhem. Tenham uma profissão, seja ela qual for”, disse Jerônimo. No Sisal, onde as frentes de trabalho eram o que restava para os homens e as mulheres não tinham opção, a plenária de hoje mede o quanto esse horizonte mudou e o quanto ainda precisa avançar.

Crédito: Erickson Araujo

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