Esquerda critica possibilidade de vacinação contra a Covid na rede privada

Diversos deputados e deputadas de esquerda reagiram nas ùltimas horas à notícia de que uma associação de clínicas privadas tem buscado importar para o Brasil 5 milhões de doses de vacina para a venda na rede particular. Embora os imunizantes, de uma empresa indiana, não estejam na lista dos que estão em vias de serem utilizados pela rede pública, os políticos de esquerda afirmam que a iniciativa vai contra a ideia de vacinar, primeiro, o grupo de risco para a Covid.

Um dos primeiros a se manifestar foi o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) que chamou a iniciativa de “privilégio”.

“Clínicas privadas estão comprando 5 milhões de doses de vacina. Não permitiremos que a imunização seja tratada como privilégio. Ela é direito de todos, tem que seguir critérios do SUS e ser feita gratuitamente, priorizando grupos de risco, não quem tem dinheiro para furar a fila”, disse o psolista.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) também criticou: “A vacinação no país não pode virar balcão de negócios. O governo federal precisa assegurar vacina gratuita para toda a população. Vacinação é estratégia de saúde coletiva e não oportunidade de lucro.”

Compartilhando o link da notícia, o deputado Helder Salomão (PT-ES), ex-prefeito da cidade capixaba de Cariacica, afirmou no Twitter que “saúde não é mercadoria”. “A imunização da população deve seguir os critérios do SUS e privilegiar as pessoas dos grupos de risco”, completou.

O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Afonso Florence (PT), disse que Bolsonaro “apoia tubarões que ganham dinheiro” e que “vacinação para população, que é sua obrigação, não faz”.

Inicialmente, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia afirmado que a rede privada não poderia ter acesso a vacinas na fase de imunização emergencial, feita por meio do SUS.  No entanto, no domingo, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVac) informou que negocia a compra de cinco milhões de doses de vacinas do laboratório indiano Bharat Biotec, que fabrica a Covaxin. A Anvisa teria informação à associação que não há impedimento de um laboratório apresente pedido emergencial para vencer a vacina à rede particular.

Com informações do O Tempo.

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