Salvador avança em tecnologia com luminárias conectadas à telegestão

A capital baiana possui 763 luminárias do seu parque luminoso conectadas à telegestão. A tecnologia gera economia de até 35% no consumo de energia e possibilita o monitoramento da iluminação pública, através de dispositivos como tablets e smartphones. Por meio da telegestão, as luminárias são acionadas automaticamente, conforme a intensidade de iluminação da via.

Até 2024, a Prefeitura prevê instalar 54 mil pontos de iluminação conectados ao sistema. Estratégia para tornar Salvador uma cidade inteligente, a tecnologia já funciona nas avenidas Luís Eduardo Magalhães e Mãe Stella de Oxóssi, túnel Américo Simas, fortes Santa Maria e São Diego, Colina Sagrada, no bairro do Bonfim, e Tribunal de Contas do Município.

Parque LuminotécnicoTecnologia a Distancia_Foto_Jefferson Peixoto_Secom_Pms

A Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) da capital, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), já estuda a ampliação do projeto em mais cinco novas vias, dentre elas a Avenida Cônego Pereira, e regiões como a Orla Marítima. “Salvador está investindo em modernização. Em 2022, teremos uma cidade com 100% de lâmpadas led, utilizando apenas recursos municipais”, previu o diretor de Serviços de Iluminação Pública, Júnior Magalhães.

Segundo ele, a telegestão é o segundo passo após a modernização, utilizada como tecnologia aliada à iluminação pública e porta de entrada para outros serviços do conceito de cidade inteligente, como wi-fi e monitoramento por câmera. “A telegestão vai possibilitar que esses serviços sejam implantados e agregados futuramente,” assegurou.

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“O sistema possibilita que a luminárias de inteligência possam regular o fluxo luminoso, de acordo com a necessidade da avenida. Se uma determinada via estiver recebendo uma iluminação natural, de 5h30 às 6h, e o protocolo da Prefeitura for ligar as luminárias às 5h30, observada a incidência de iluminação natural maior, a telegestão permite regular a quantidade de luz que a lâmpada emite”, exemplificou Rafael Guedes, coordenador da Modulus One, empresa que executa a tecnologia em Salvador.

A telegestão começou a ser difundida no Brasil em 2016. A capital baiana foi uma das primeiras a investir na tecnologia. “A iluminação pública é a gênese de uma cidade inteligente, porque ela cria uma malha de conectividade para outros dispositivos. Uma cidade inteligente é aquela onde o cidadão interage com o equipamento público, criando uma sinergia quase perfeita. Salvador está caminhando para ser a primeira cidade inteligente do país”, afirmou Guedes.

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Monitoramento em tempo real – O gerente de Planejamento e Projetos, Igor Moreira, explicou o processo operacional de monitoramento da telegestão. “O sistema gera alarmes, o que permite eficientizar bastante nosso trabalho. Recebemos notificação de lâmpadas apagadas, instabilidade e fornecimento de energia. O sinal dispara no celular e e-mail.”

Pelo sistema, é possível ainda fazer um monitoramento em tempo real, criando interatividade com o controlador. “Com um treinamento rápido, a gente consegue criar parâmetros e perfis, além de monitorar toda situação da avenida,” concluiu.

Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

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